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AmarElo faz história no Theatro Municipal de São Paulo

Show do rapper Emicida “AmarElo - Ao Vivo”, realizado em 2019, é lançado em plataforma de streaming e proporciona emoções inesquecíveis

NECESSÁRIO - Com discurso potente, Emicida traz discurso potente em AmarElo. (Reprodução: Netflix)

Lançado no dia 15 de julho, AmarElo - Ao Vivo chegou na plataforma de streaming Netflix e garantiu aos telespectadores bastante emoção e orgulho por viver na mesma época que o brilhante artista Emicida. O show foi gravado em 2019, no Theatro Municipal de São Paulo, porém só entrou no ar esse ano. Em 2020, um documentário mostrando os bastidores e a produção do espetáculo também foi lançado. AmarElo - É Tudo Pra Ontem já nos fazia refletir e dava pistas sobre o que estaria por vir.

Tendo como temática a exaltação do povo preto, Emicida aborda em suas músicas, e ao longo do show, toda a sensação de viver em um país racista e claramente desigual como o Brasil. Num mix de orgulho, amor, leveza e sabedoria, o cantor envolve a plateia do Theatro e também quem assiste do sofá de casa. Canções como Ismália, AmarElo, Boa Esperança e Principia nos tocam profundamente e nos dão a certeza que para combater o mal existente nesse país é necessário lutar incansavelmente.


Exaltando a cultura dos ancestrais pretos, o rapper transmite no show uma energia nunca antes vista. É uma sensação de carinho e resistência que nos aproxima da história de 1888. Com a frase "a nossa vitória não vale de nada se ela não anistiar o espírito de todas as pessoas que foram assassinadas ao longo de cinco séculos de escravidão", o artista homenageou membros do MNU que lutaram contra o racismo na Ditadura Militar.


O espetáculo também contou com participações de inúmeros cantores como os rappers Jé Santiago e Drik Barbosa, além das cantoras Majur, Pabllo Vittar e Mc Tha. A participação de vozes marcantes durante as canções, como a de Fernanda Montenegro, também deixou registrado a grandiosidade desse momento.


Todas as considerações e análises sobre AmarElo - Ao Vivo serão poucas para conseguir transcrever o sentimento de assisti-lo. Levar a história do povo preto e exaltá-la no Theatro Municipal de São Paulo, lugar considera elitista, é fazer história e dar aos negros o reconhecimento que os é merecido. Afinal, como o próprio Emicida diz em AmarElo - É Tudo pra Ontem: “Não tem uma viga, uma ponte ou uma rua que não tenha tido uma mão negra trabalhando". Ocupar espaços é necessário, levar a cultura preta aos teatros é necessário, ter orgulho da essência étnica desse país é necessário e abordar tudo isso de forma leve e amorosa também é necessário. Se todos esses foram os objetivos do rapper neste espetáculo ele conseguiu com esplendor. Obrigado por isso, Emicida, você também é necessário!

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